Vejo a mortalidade de tudo e de todos, não me demoro na janela. Esqueci os livros do passado sobre uma mesa cheia de migalhas ardidas e ressecadas à luz da verdade. O cheiro da primeira brisa que tomei devolveu-me a juventude que precisava, do perfume que a manhã trazia eu o tomei como roupa, vários céus de ventos desafiadores abraçaram cheirosos os vales que atrevi meu peito e olhos, duas pérolas que as montanhas deitavam seu amor como ostras e um rubi que preferiam pendurado em mim passeando pelo respirar delas.
E ouvi dessa jóia que é meu coração carregado:
"-O alimento do sonho é cheiro da vida."