O Lepidóptero
 
Uma coisa triste pousou nas águas trêmulas de um lago, e se dissolveu no céu ali refletido, bebi dali todas as manhãs que vieram desde então, o sol jamais entrou em meu peito, assustado ele passou ao longe tocando fogo em todo mato, e um dia as árvores viraram um reino de cinzas, todas se tornaram castelos e muralhas que nem ao vento conseguiam resistir, e dessa coisa triste que um dia desceu até ali nenhuma libertação veio, aos poucos tudo tem se esvaído para ali, presos a um cordão de amores.

quarta-feira, 30 de maio de 2012 - 23:02
 


Das 6 da manhã.
 
Não há segredos, você acorda e a vida levanta da cama contigo, não se pode negar, ignorar para ser feliz é abrir um vazio em você e o no mundo, pode ter começado onde for, mas será no teu coração o rasgado mais perigoso, sofrê-lo e avançar é conter o Destino, essa onda altíssima que mesmo mais forte ainda assim obedece tuas parcas forças, pois de gota em gota vive o oceano tão quanto inspira o céu com as mais poderosas tempestades, não se represe, pois a revelação de todos os mistérios está nessa prece que Deus faz a cada um de nós quando realmente abrimos os olhos e o peito.

Dos homens no sono divino, escutava-se uma mesma ladainha:

"- Quem sou eu sem esses sonhos e perigo?"

quinta-feira, 24 de maio de 2012 - 09:02
 


Centelha Divina
 
No ventre de quem esconde a verdade vive uma tempestade de fogo, ela pode ter o tamanho de uma gota, mas é o suficiente para extravasar todas as lágrimas. Na pele de quem se expõe ao Sol da Verdade está o beijo sangrento do tempo. Do amor e máculas entre o corajoso e o Destino - o Todo Criativo - nasce um mapa por onde Deus se guia para longe de Si mesmo, e de seu santíssimo choro.

Ouvi do sagrado caminho:
"- Deus foge da tristeza, contigo e em ti."

sábado, 19 de maio de 2012 - 19:56
 


Do Itinerário
 
Desci o espiral dessas escadas e hoje de tanto ir fundo nessa direção tornou-se meu teto um céu de retornos, nem oro a eles por esse paraíso pois meus pés estão vencidos pela gravidade dos dias, então não tenho como voltar, e vou falindo pelo chão abaixo, degrau por degrau nessa trilha para o inferno, e no final dele, ao encontro de seu coração, eu percebo que não é de chamas ou neve, ao contrário, nesse mundo subterrâneo - pele além pele - bate o meu. Esse é o peso dos dias, na sua falência inevitável vou por entre as horas, descascando o futuro, o destino, os significados, não importa que vazio seja o buraco, cada metro para baixo me deixa mais perto do todo, de Todos. E ouvi sobre as Profundezas:


 "- Desça até desmaiar todos os medos, e neles caídos, faça uma cama onde tu venhas a sonhar."


            Lopes Castro Gustavo


 
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